domingo, 15 de outubro de 2017

Estou voltando

Quando criei o blog eu estava em uma fase da minha vida na qual eu estava com mil coisas na cabeça e não conseguia organizar meus pensamentos direito. Era muito frustante ter tanto para falar e ninguém para ouvir, problema maior era que antes de terminar um simples pensamento eu já tinha outros cinco os quais dividiam a minha atenção. No fim eu não conseguia sequer acabar nenhum deles.

Tive então a ideia de pôr em textos minhas ideias e na medida em que outra coisa atravessava minha mente e me interrompia eu poderia anotar em algum lugar para desenvolve-la depois e assim poderia continuar com o assunto principal sem ter problemas de já ter esquecido onde eu tinha parado. Foi uma ótima solução para os meus problemas e eu pude organizar boa parte do que eu tinha na cabeça.

No inicio do processo de desenvolvimento do blog eu simplesmente contava boas historias que eu vivi e não pude contá-las por completo ao longo da minha vida pois não sabia manter a atenção dos amigos em uma conversa e nem sequer via o momento adequado de começar uma historia longa ou mesmo uma anedota. Então de inicio o blog era como um diário virtual ao qual eu escrevia para quem quisesse ler.

Mas ao longo de semanas eu via que poderia usar esse espaço para melhor desenvolver minhas ideias pois mesmos nas cronicas que eu escrevia eu percebi que tinha um sério problema em desenvolver minha fala, era como tentar juntar o que três pessoas estavam falando ao mesmo tempo. Foi graças a essa epifania que pude perceber que talvez o problema de não conseguir a atenção das pessoas ao meu redor fosse meu jeito de me expressar.

Então depois de relatar alguns fragmentos interessantes da minha vida eu passei a escrever sobre os meus pensamentos. E foi a partir desse ponto que eu percebi que havia grandes vantagens em se expressar por escrito. Antes que você emita a primeira palavra de uma frase você precisa saber o resto dela, no meu caso isso é diferente. Eu tenho a ideia geral do que eu preciso falar, mas não tenho a menor ideia de como vou passar essa ideia.

Não que eu seja idiota (pois não sou [eu acho]), mas as vezes a mensagem é tão grande que não sou capaz de desenvolve-la em uma frase apenas, as vezes nem mesmo em um parágrafo. E não consigo lembrar de um parágrafo inteiro, então eu começo a elaborar uma frase e na medida em que estou falando o meu cérebro vai criando as outras frases, porém eu começo a misturar o que eu estou falando com o que eu estou pensando por não conseguir fazer as duas coisas ao mesmo tempo (começo a duvidar sobre não ser idiota). No fim a frase sai estranha e a mensagem acaba não fazendo o menor sentido.

Eu percebi essa confusão de ideias com mais intensidade quando comecei a escrever. Quando eu acabava um texto e ia revisa-lo eu percebia muitos erros como tempos verbais misturados, o inicio da frase não seguir a logica do fim da frase, muitas palavras se repetindo e dando a impressão de estar em uma ciranda que dá voltas e voltas mas não chega a lugar nenhum. Todas as vezes eu tinha que refazer várias frases para que o trabalho final fosse compreensível da maneira mais suave o possível.

E pouco a pouco fui corrigindo grandes vícios de linguagem que eu tinha e ao longo das postagens também fui melhorando a minha habilidade de pôr meus pensamentos em ordem. Percebo hoje em dia que a melhor coisa que posso fazer em relação aos meus pensamentos complicados é fragmenta-los em ideias muito simples, tão simples que você pode descrevê-las em uma unica frase. Essa única frase as vezes fica um pouco longa mas já é um começo.

Pode parecer estranho mas minhas ideias prosseguiam em saltos ao invés de andar. Como em problemas matemáticos.

"x - 3 = 6 x 5"

Isso na minha cabeça é "x = 33" e eu nem preciso pensar muito. Mas se eu der um resultado desse jeito muitas pessoas não vão compreender e eu me enrolaria um bocado para explicar. Então fui aprendendo aos poucos a repassar apenas uma ideia simples por vez de uma maneira em que no final qualquer pessoa pudesse me compreender.

Eu ainda não estou lá, mas já percorri um bom caminho em direção ao meu destino.

Eu também melhorei muito a minha grafia, sintaxe, lógica e outras habilidades através das postagens que eu criava. A cada novo tópico que eu produzia eu tinha novas ideias as quais eu queria elaborar e desenvolver e isso estava virando uma bola de neve ao ponto que eu tinha um arquivo de texto com todas elas anotadas. Uma coisa eu tinha certeza, não me faltaria assunto para escrever.

Tinha até esse sentimento crescendo dentro de mim que se eu criasse material demais eu criaria um livro. Não que eu tivesse certeza que ele iria fazer sucesso, não tinha sequer ideia se alguém iria querer ler ele. Mas era algo que eu queria para mim, algo que eu pudesse guardar em um armário e depois de duas década ou três eu o encontrasse por acaso em um dia que eu não estaria fazendo nada e folhearia suas páginas enquanto um sentimento de nostalgia cresceria dentro de mim.

Eu então prepararia uma bebida quente, talvez uns biscoitos também, e me sentaria em um poltrona e apreciaria a leitura. Não teria orgulho do que eu escrevi, não teria vergonha tão pouco. Seria apenas um momento em que eu, um homem maduro em seus quarenta ou cinquenta anos, voltaria de volta ao passado em uma época da minha vida em que todas as coisas, apesar de simples, pareciam tão complicadas. Eu daria uma boa olhada no livro, talvez eu o devorasse em uma leitura prolongada ou simplesmente acabaria algumas cronicas e o fecharia, e poderia então relembrar como eu era.

E nesse dia estariam duas versões minhas nessa mesma sala, um jovem Eu sendo observado atentamente por um Eu mais velho. E o real motivo desse livro séria chegar nesse momento, eu gostaria muito de saber o que eu pensaria nessa hora. Estaria eu feliz com o jeito em que eu envelheci? Estaria eu pensando no que poderia ter feito de diferente? Ou simplesmente balançaria a cabeça em sinal de aprovação.

Mas chegou um tempo em que eu tinha muito a fazer e pouco tempo para tanto. Tive que priorizar coisas importantes na minha vida como estudos, trabalho e família. Logo as minhas postagem ficaram mais parcas enquanto eu demorava mais e mais para achar um tempo para me sentar e escrever. Principalmente se você considerar que demora umas boas horas para fazer um tópico.

No fim ainda tentei escrever pequenos pedaços de ideias ao longo de semanas para que no fim do mês eu pudesse fazer uma postagem inteira mas isso não estava dando certo. Eu perdia o foco quando tinha que recomeçar aquilo que eu tinha iniciado uma semana antes.

Triste foi o dia em que percebi que não pudia fazer muita coisa senão abaixar a cabeça e parar de escrever de vez. Sempre me veio horas em que eu quis recomeçar, mas por algo aqui e ali eu acabava desistindo no meio do caminho. Não que eu não tivesse mais tempo sobrando, mas simplesmente porque eu sábia o trabalho que dá manter um blog e eu não conseguiria manter a qualidade do meu trabalho pois apesar de ter um pouco mais tempo me faltava afinco.

Enfim, cheguei em um ponto da minha vida em que eu preciso tentar me organizar e cumprir meus objetivos. Não tenho tempo de sobra ainda, mas tenho certeza que posso administrar o tempo que tenho e conseguir manter essa minha pequena caixa de ideias. Esse tópico foi apenas para atualizar quem lia o blog e sofreu com o seu fechamento. Saibam que vocês tiveram um peso muito grande na minha decisão de voltar a escrever.

Apesar de saber que vocês provavelmente não vão voltar a ler por aqui já que se passaram uns bons anos desde a minha ultima postagem eu queria continuar o que eu comecei com o intuito de que talvez outras pessoas se interessarem pela minha escrita como vocês um dia demonstraram interesse. O futuro é incerto, então quem sabe eu não veja vocês de novo por aqui algum dia.

Para aqueles que liam eu queria agradecer. Para aqueles que estão lendo agora eu queria dar boas vindas. E para todos, novos leitores e antigos, eu queria dizer que eu estou voltando.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Presente de aniversário

No meu aniversário de 31 anos convidei os meus amigos para uma festa na minha casa. Nada muito glorioso ou chamativo, estava mais para um jantar do que uma festa em si. Logo no fim da tarde comecei os preparativos: botei a carne na brasa, as bebidas no gelo e a música para tocar... tudo ia bem até me oferecerem um Strip tease.

Maaas vamos um pouco mais devagar. Tenho amigos muito queridos os quais guardo perto do peito, porém os mesmos são bastante originais e temos uma regra entre nós de tentarmos sermos mais ousados a cada dia que passa. Ao chegar da madrugada a minha família se retirou para seus leitos e ficamos sós para aproveitar a noite e fazer memorias para contar ao redor de uma mesa de bar sobre o que fizemos a partir dali.

Logo de inicio me falaram que tinham uma surpresa para mim, mas antes se asseguraram das posições das câmeras da casa para ter certeza que o único registro que ficaria desse momento seria as lembranças que conseguíssemos guardar na memória. Somente com essa noticia eu já estava ficando animado e um pouco nervoso na verdade pois eu sabia que não se brinca com essas pessoas... eles são capazes de loucuras.

Me fizeram decidir quem me daria uma surpresa entre as mulheres do grupo... comecei a olhar para as solteiras medindo minhas opções quando ressaltaram que por ser uma data especial eu poderia escolher entre as comprometidas também (°-°). Resolvi ser cauteloso e escolher uma solteira mesmo para não causar nenhum desentendimento depois. Quão grande minha surpresa quando ela se levanta sensualmente sem proferir nenhuma palavra e começa um belo Strip tease. Cada movimento era um sentimento novo que crescia no meu corpo. Cada olhar era uma batida a menos no meu coração. Cada vez que ela curvava seu corpo em minha direção eu me perdia em pensamentos. Estava tão bom que eu cheguei a me perguntar se ela não tinha em um momento da vida feito certos trabalhos na calada da noite para ganhar um troquinho (°_°).

A certo momento comecei a imaginar o que estava por vir, pois tão certo o Sol nascerá no Leste é a necessidade de estar preparado para qualquer coisa com esses caras. Mas não consegui prever onde tudo isso iria parar mas sabia, dada a minha sorte, que não haveria sexo no fim da noite (°~~°). Mas não precisei sofrer com a dúvida por muito tempo ao que depois de alguns minutos de pouco Strip e muito tease eis que como um passe de mágica ela tira um pequeno pacote das costas, me perguntei se ela não poderia jogar aquilo fora e continuar com a dança (°v°). Todos rindo e me dando parabéns mais uma vez pelo meu aniversário e eu com aquele pacote na mão.

Fui abrindo devagar para não demonstrar surpresa não importasse o que estivesse ali dentro. Era uma sacola de papel grosso feita para presentear alguém, dentro havia uma caixa retangular e de cor escura. Não consegui adivinhar o que poderia ser, e poderia ser qualquer coisa, desde um perfume até uma bugiganga. Tal minha surpresa ao abrir a caixa e encontrar lá dentro uma vagina artificial. Me perguntei naquele momento o quão solteiro e só eu parecia para aqueles caras (°-°). Depois de fotos de mim e minha mais nova companheira me despedi dos amigos e encerrei a noite por ali.

Bem... eu sei que esse não é normalmente o meu estilo de escrita. Todo esse tom de mistério e erotismo, mas eu simplesmente comecei a digitar e não pude parar ou mudar muito o meu texto. E olhe que eu deletei e reescrevi várias partes inúmeras vezes para ter certeza que ia soar do jeito que eu queria. Meu amigo me recomendou ser mais sucinto e agora depois de ver o quanto escrevi percebo que ele deve estar certo. Muitos podem dizer que não é um texto tão grande assim, mas vão mudar de ideia quando souberem que tudo o que foi escrito até aqui não passa de uma mera introdução (°u°). Eu criei esse texto para falar dos meus primeiros dias de mim e minha vagina... isso soou estranho (°_°), para melhor narrar essa cronica irei chamar ela de Lucy.

Aviso que daqui para frente serei mais eu em meu tom caricato falando de Lucy e eu na intimidade de uma cama. Por isso se você for menor de idade ou seja fraco de espirito sugiro que passe para a próxima postagem. Embora tudo seja em nome do humor... e do fato de meus amigos cansarem a vista lendo textos muito grandes em uma tela de celular.

Uma das coisas que tive certeza quando me despedi de todos ao fim da festa é que tinha certeza que minha noite só estava começando. Pois ao deixarem a pequena Lucy aos meus cuidados sabia eu que na manhã seguinte deveria ter um relatório completo de nossa noite de nupcias a ser passado para os membros do grupo pelo celular.

Me deitei e olhei para dentro da caixa com a luz do celular. Lá estava ela encolhida ao fundo como que com medo de sair (vixe, isso está ficando estranho(°n°)). Tirei ela de dentro e dei uma ultima olhada para o fundo da caixa, não sei o esperava achar naquele momento ali dentro... um manual de instruções talvez?! Logo encontrei alguns sachês dentro da sacola e não demorei muito para perceber que eram lubrificantes para uso em conjunto com Lucy.

Já estava meio cansado da festa então resolvi ser rápido. Rasguei o sachê e espalhei por dentro dela e ainda que eu estivesse meio mole coloquei tudo para dentro... só para ser cuspido para fora (°n°). Na verdade mal chegou a entrar alguma coisa, logo vi que Lucy era de família e aquela era a sua primeira vez (o que pessoalmente dou graças a Deus pois ia ser estranho se ela não fosse virgem ('-'). Percebi que deveria ficar mais animado e rígido para poder finalmente aproveitar o corpo caliente dela, então liguei o celular e comecei a vasculhar pelo meu arquivo criptografado (se é que vocês me entendem (°x°)), não estava com paciência de encontrar algo de aceitável pela internet.

Escolhi um dos melhores que tenho, estes arquivos são de tão boa qualidade e de teor artístico tão elevado que eu evito ao máximo vê-los com frequência para não enjoar deles. Após bons minutos de nostalgia estou pronto para Lucy, ainda cansado mas bem animado a ponto de nada me deter. Ainda assim ela se demonstrou um desafio a altura, me senti como um viking derrubando os portões de um castelo. Ao fim de alguns minutos as defesas da fortaleza caíram e a invasão começou. Tive que usar uma boa dose de força, não usava tanto esforço assim nem para desfrutar de uma Lucy de carne e osso, então meio que me senti como um cafetão demonstrando para as novas funcionárias os perrengues que elas iam passar na mão da clientela (°o°).

Dizem que a sua primeira vez não será tão boa assim, nunca imaginei que falavam das artificiais também. Ao acordar no outro dia já estava claro que não ia ser um bom relatório, então resolvi dar desculpas que um marido infiel ou um brocha dão para os interessados no assunto: "não estava muito afim naquela hora"; "estava cansado"; "nem lembrei dela".

Resolvi ser mais franco com ela, dei-lhe um banho para retirar todo as memorias ruins da noite anterior, umas das minhas experiências mais estranhas da minha vida (°^°). Imagine você e sua companheira depois do ato da reprodução sexuada. Imagine agora que tudo o que você depositou ali dentro não vai sumir de um dia pro outro como um passe de mágica. E que é sua obrigação vasculhar o mais profundo do interior dela em busca da semente deixada lá por você. Vai por mim quando eu digo que não é lá uma experiencia muito aceitável pelos padrões que a sociedade lhe impõe.

Na noite desse segundo dia de matrimonio forçado resolvi inspecionar melhor o interior de minha companheira. Pouco não foi meu espanto quando percebi que sua entrada, antes tão perfeita e circular, estava desgastada e esfiapada, como se um cão a estivesse balançado em suas mandíbulas. Não era nada muito explicito, mas ainda assim era notável que ela foi forçada além de seus limites, me senti como um crápula que não tem sentimentos pela amada (se eu achava que estava ficando estranho antes, imagina agora (°-°)).

Bem, dessa vez resolvi ir com calma. Assisti a um vídeo mais seleto ainda que o anterior, e quando já estava mais viril que uma coluna de mármore passei o lubrificante em Lucy com maior destreza que antes já que agora eu já conhecia os detalhes do seu mais intimo interior, aproveitei para lubrificar a coluna grega também (°v°). Mas logo vi que não precisaria de esforço pois tudo já estava deslisando para dentro sem muitas dificuldades, um peso bateu sobre minha alma quando percebi ser resultado de Lucy não ser mais virgem (°n°).

Beeem... bola pra frente. E já estava bastante feliz enquanto explorava cada centímetro de seu cálido interior quando de repente eu encontro o fim. Me perguntei na hora se eu tinha dado uma curva errada e entrado em um beco sem saída pois mal tinha entrado dois terços do colossos... mas ai lembrei que isso era uma pepeca e não um labirinto e por tanto só havia um caminho a ser seguido.

Comecei a tatea-la por fora até chegar onde o meu Leviatã havia chegado. Ainda faltava dois dedos de Lucy mas pela textura que eu sentia realmente era o fim, eu me senti arrasado, eu não sou bem dotado (na verdade nem normal dotado) então porque tinha acabado tão cedo assim? Seria possível que a textura a qual ela é feita estica dando mais prazer!? Enfiei o máximo que pude e mal entrou um terço dos um terço que ficou do lado de fora (ou um nono do pinto total para facilitar o cálculo).

Obviamente algo estava errado e eu não descansaria enquanto não descobrisse o que era... embora eu tenha terminado meus assuntos com Lucy e ter ido dormir logo em seguida (°~°).

Na manhã do dia seguinte fui olhar a caixa dela em procura de mais pistas. Logo de cara me deparei com vários caracteres em chines, havia alguma coisa aqui e ali em português, mas a maioria em chines. Ao olhar os outros lados da caixa vi que tinha uma bela modelo oriental na frente da caixa em uma posição chamativa e provocante. Ao encontrar os seus olhos bonitos e seu sorriso de mal caráter não pude deixar de balbuciar o seu nome... "Lucy".

Lucy na verdade era uma bela asiática... o que por mais esteriótipo que seja pareceu explicar o seu diminuto tamanho. Um turbilhão de sentimentos e conclusões passaram em um flash pela minha cabeça:

-Lucy é pequena porque ela é da China!

-Ou será que os chineses a fizeram pequena para se sentirem maiores?

-Sou considerado super dotado na China?!

-Quão pequeno os meus amigos acham que é o meu orgulho?!

-Ou será que compraram a mais barata para economizar e por isso veio a menor que tinham em estoque?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sadismo X Masoquismo

Neste exato momento estou fazendo uma reverencia com os braços colados ao corpo e curvando o tronco em um ângulo próximo aos 90° (jeito japonês de dizer “Olá a todos”).

Mais uma vez eu estou na frente do computador para dar inicio a mais um de meus pensamentos... bem, isso pode não ser muita coisa mas aqui estou eu. Ultimamente eu ando tão ocupado que só o trabalho que eu estou tendo para conseguir escrever já é suficiente para deixar alguém doido. Para inicio de conversa semana passada meu chefe viajou e eu tive que fazer o trabalho dele e o meu, e isso apesar de parecer um “trabalho dobrado” na cabeça de qualquer pessoa com um cérebro mais eficiente do que o de um passarinho acabou não sendo razoável o suficiente para que eu ganhasse horas extras... E isso acabaria com o espírito de qualquer pessoa, mas ainda tem mais! Nessa semana em que eu estive trabalhando dobrado o meu descanso teve que ser reduzido a ZERO! Não que eu tivesse que trabalhar mais horas que o normal, é que como em um dia normal eu teria acabado com todo o meu serviço e ainda sobraria umas duas a quatro horas livres (sendo interrompido a cada meia hora para resolver um problema de 10 minutos), isso me daria em um dia normal uns 160 minutos de descanso ao longo do dia, mas como eu tive que fazer o trabalho do chefe eu perdi esse tempo (normalmente usado para escrever pro blog, averiguar os e-mails, ler revistinhas on-line [preferencialmente os mangas japoneses], ler livros [normalmente livros infanto-juvenis, mas eu procuro manter a mente aberta...], coçar as jóias da família [entendam o que quiserem, o tempo livre é meu, então cabe a mim decidir o que fazer com ele...]). Agora sim, mesmo as pessoas com o espírito mais forte cairiam por terra depois de uma semana como essa e acabariam desistindo de cumprir com os compromissos que você estabeleceu com os seus leitores e acabaria caindo em cima de uma cama confortável e quentinha e seria dragado para um mundo de fantasias onde tudo pode acontecer reinado pelo Deus dos Sonhos. MAS EU NÃO ME DEIXEI ENGANAR POR AQUELES BRAÇOS MACIOS DE ALGODÃO!!!

Não meus caros leitores, eu admito ter desfalecido algumas vezes diante da toda poderosa cama aconchegante e quentinha, mas eu apenas me deleitei com a visão dos sonhos que me aguardavam não dando tempo suficiente para que a minha pobre mente e meu cansado corpo se restabelecessem dessa semana de cão, tanto é verdade que eu estou aqui na frente dessa maquina feita de vídeo, mouse e teclas consumindo as ultimas forças que possuo não para o meu próprio divertimento e sim para colocar em letras aquilo que vem em minha cabeça.

Não que isso não seja divertido, mas é cansativo demais! Imagina você tentar escrever os seus pensamentos, porém a única regra é que você pensa três vezes mais rápido do que aquilo que você consegue escrever (mesmo que você seja o datilografo mais rápido de toda empresa). Agora imagine-se escrevendo uma frase com as mãos enquanto a sua mente está quatro frases na sua frente. As suas mãos começam a tentar ser mais rápidas enquanto a sua mente tenta pensar mais devagar para que as suas mãos consigam escrever tudo sem deixar nenhuma palavra faltando. Até aqui o trabalho em equipe poderia dar certo, porém isso na prática é totalmente diferente. As mãos logo ficam cansadas e as juntas dos dedos começam a doer enquanto a minha mente começa a ficar confusa e tudo ao meu redor começa a rodopiar, porque acreditem em minhas palavras quando eu digo que é difícil pensar mais devagar. É quase como respirar mais devagar. Na medida em que você tenta diminuir o ritmo da respiração, você sente que o seu corpo precisa de oxigênio e logo você se deita em algum lugar para não usar o seu corpo e assim relaxar os músculos mas ficar parado enquanto se respira pouco é mais difícil e no fim seu cérebro é afetado pela falta de oxigênio e aos poucos você perde a consciência até que no fim você entra em um outro mundo, porém neste mundo a fantasia não domina porque o seu Rei não tem relações com os sonhos embora o seu reinado seja estabelecido no sono eterno... Porém é nesse estado de dor e confusão que a minha mente aflora e triunfa para por em páginas eletrônicas as situações mais inusitadas que a mente humana poderia criar. Situações em que o obvio se choca com o impossível, onde o estranho anda lado a lado com a lógica e onde o feio continua feio porque a feiúra nunca muda, por mais que você coloque uma maquiagem em cima dela a feiúra continuará sob aquela mascara de blush e batom, mas o que há de errado em ser feio no fim das contas?! (bolando um tema para o próximo tópico...)

Continuando de onde eu parei... voltando umas folhas para saber exatamente onde eu parei... Mesmo com os dedos doendo, mesmo com a mente entorpecida, mesmo o cansaço que invade o meu corpo, mesmo o céu chuvoso que teima em continuar a lançar a sua tormenta sobre o telhado enquanto aquele vento úmido que somente a chuva consegue produzir entra pela janela e acaricia o meu corpo o convidando a perder a consciência em cima da mesa do computador eu não desisto em continuar a escrever... isso porque EU SOU O CARA QUE JÁ SOFREU AS MAIS DIVERSAS TORTURAS JÁ IMAGINADAS PELA A HUMANIDADE... embora eu ainda não tenha sido amarrado em um pé de laranjeira enquanto sou chicoteado com uma vara de bambu verde enquanto minhas feridas são limpas com sal embebido em vinagre... se bem que se a pessoa que carrega o chicote for uma bela mulher ruiva de olhos verdes vestindo um espartilho isso perde o status de tortura pula os degraus da escada da fama para o status de um sonho masoquista de alto grau!!!

E falando em masoquista... esse é justamente o tema desse tópico. Eu vou falar tudo aquilo que me passou pela cabeça quando eu estava em um momento de divagação... isso é claro depois de eu dar uma lida em alguns capítulos de um livro, afinal ninguém é de ferro... (volto em 30 minutos)

Segundo o dicionário o “masoquismo” é um adjetivo que descreve as pessoas que sentem algum tipo de prazer com a dor. Bem, para mim isso é um pensamento totalmente estranho... como alguém pode sentir prazer em algum tipo de dor?! Talvez eu esteja sendo um tanto fechado para o assunto, talvez todo mundo tenha um pouco de masoquista dentro de si. Eu por exemplo nunca senti prazer em viver as minhas dores, tanto físicas quanto mentais, mais eu adoro a sensação de contá-las para quem estiver interessado em ouvi-las, nada é mais revigorante do que fazer os outros rirem. Se você pensar no assunto eu estou sentindo prazer em uma dor minha... talvez essa lógica seja verdadeira para todos os masoquistas... Vejam bem, você nunca ouviu de um amigo seu que ele adoraria se amarrar em um quarto escuro e se chicotear com um açoite de couro preto com espinhos metálicos na ponta. Normalmente essa fantasia está associada a uma mulher estonteante que adicionaria alguns xingamentos que ressaltassem a falta de vergonha do individuo e este se deleitaria de prazer, talvez por que lá no fundo ele saiba que é verdade e está pouco se lixando... até porque em uma fantasia erótica dessas a sua menor preocupação seria no fato de sua torturadora ter conhecimento pleno de que você é um “cachorrão sem vergonha”...

Você também não encontraria facilmente um filme onde um masoquista está solitário jogando cera quente em cima de seu corpo, essa tarefa sempre é atribuída a uma bela loira com um uniforme de couro, este pode ser de policial, carcereira, índia ou algum outro integrante do Village People, isso porque o prazer não vem da dor que o cara sente e sim a dor que a loira lhe proporciona. Isso nos leva a conclusão de que o masoquismo não se efetua sozinho, sempre se precisa de mais alguém para sofrer juntou o impor sofrimento. Outro detalhe que me chama a atenção é que normalmente o ator que está sendo besuntado em cera quente é sempre um tipo gordinho de peito cabeludo... eu acho que nunca vou entender por que os cinegrafistas não colocam um homem sarado com o peito nu... é quase como se a gordura e os pêlos do corpo de um homem o transformasse em um louco por depilação a moda antiga...

Mas continuando com o tópico principal, normalmente um masoquista se submete a algum tipo de situação constrangedora para agradar alguém ou algum tipo de platéia. E é justamente esse prazer que ele proporciona que o dá mais prazer ainda, por isso eu acredito que o dicionário deveria rever os seus conceitos e colocar pelo menos uma nota dizendo que o masoquista é aquele que sente prazer em mostrar a sua dor como motivo de diversão para terceiros... sabe... agora que eu estou pensando por esse ponto de vista... eu acabo de perceber que eu sou um tipo de masoquista com pós-graduação... vejam bem, eu além de sentir prazer em falar das minhas dores eu ainda as publico em um site e em um blog... se eu escrever um livro sobre as mesmas então eu viro um masoquista com mestrado!

Falando menos sobre os masoquistas vamos agora falar sobre os sadistas já que sem eles não haveriam os masoquistas... a não ser é claro que dois masoquistas se juntassem e um mostrasse as suas dores para o outro...

Eu sinceramente não concordo com o termo “sadista” não que haja algum erro nesse termo ou que ele não tenha uma boa sonoridade eu apenas não concordo em dizer que algumas pessoas são sadistas! Para o bem ou para o mal todos gostam de ver a dor alheia, algumas pessoas apenas não gostam de admitir isso e/ou não perceberam que são sadistas.

Eu acredito que várias pessoas podem estar em suas cadeiras reclamando que eu estou as chamando de algo que elas não são... mas eu tenho um teste simples que prova que todas as pessoas no mundo (ou pelo menos a sua grande maioria) são pessoas sádicas. Vejam, você está dirigindo ou simplesmente andando e no quarteirão seguinte você se depara com uma multidão fazendo um circulo em volta de alguma coisa e logo do lado tem dois carros batido e uma ambulância onde tem uma certa movimentação de bombeiros com mascaras cirúrgicas indo e vindo da ambulância para o meio da multidão. O obvio é que houve um acidente e lá no meio da multidão está alguém ferido cujo os bombeiros estão tentando salvar a vida.

Agora começa o teste: O que você faria em uma situação dessas? A resposta normal seria que você (se tivesse tempo) se juntasse a multidão para olhar o ferido. ISSO É PURAMENTE UM PENSAMENTO SADISTA!! Veja bem, para que você quer olhar o ferido? Você nada mais quer saber o quão ferido ele está e normalmente se ele estiver apenas levemente ferido você irá olhar e ir embora, agora se ele tiver perdido um perna e estiver inconsciente você poderá ficar ali por horas até descobrir se o sujeito morre ou não morre. Me diga se eu estiver errado que se você fica olhando alguém sofrer não é um ato sadista?! E mesmo que o sujeito morra você pode ainda ficar tentado a continuar no local dando explicações para os retardatários que chegaram depois que o corpo já foi posto na ambulância ou carro funerário.

Agora me digam se não é um ato sadista ver alguém sofrendo e ficar comentando sobre esse sofrimento com as vizinhas ou colegas de trabalho? Pois é isso que você vai fazer quando chegar em casa e no trabalho. E quanto mais agravantes você puder contar mais atenção você vai chamar e melhor você vai se sentir. Graças a esse detalhe não é incomum que você aumente os fatos um pouco e o problema maior é que os seus ouvintes tenderão a fazer o mesmo quando eles recontarem essa historia para alguém, podendo o acidentado que torceu o calcanhar na historia original ter perdido a perna na mesma historia depois desta ser contada uma quinta vez.

E para aqueles que ainda não se convenceram e que neste exato momento podem estar dando algum tipo de argumento que consiste em algo como “eu só ia para ver como estava a pessoa acidentada com o intuito de poder ajudá-la! É muita grosseria afirmar que eu sou uma pessoa sadista só porque eu queria o melhor para aquela pessoa”.

Isso é um argumento que eu infelizmente não posso aceitar. Vamos revisar esse argumento, você disse que só queria ajudar o acidentado certo?! Pelo o que eu saiba todo corpo medico que trata alguém que sofreu um acidente automobilístico sempre pedem para as testemunhas manterem distância para que a vitima possa respirar e que assim não a deixem nervosa (principalmente aqueles que ficam apontando para as feridas do individuo e falando para quem estiver do lado “o meu tio morreu do mesmo jeito!”). Sendo assim toda e qualquer pessoa que se aproxima do acidentado, exceto o corpo medico que está fazendo o tratamento, está atrapalhando os profissionais médicos e também está afetando a saúde do paciente criando um ambiente inóspito, abafado, com o ar viciado e de temperaturas pouco agradáveis...

Mas é claro, você pode ser um médico de renome que saiba de tratamentos inovadores e que seja mais capaz que uma equipe médica inteira que está habituada a cuidar de acidentes como esses todos os dias... ou você também pode ser um pajé ou pai de santo milagreiro que cura feridas abertas apenas com o poder da fé... Então, você se classifica em alguma dessas categorias?! Porque caso contrário você só pode ter ido para lá para ver o quão ferido está a vitima e isso obviamente é um ato sadista. E mesmo que você tivesse estudado nas melhores escolas de medicina do mundo a equipe medica ainda se recusaria a aceitar a sua ajuda já que eles não te conhecem e você pode ser simplesmente um Hannibal Lecter brasileiro que quer alguns órgãos humanos para o jantar... ou almoço dependendo da hora do dia...

E aqui vai a ultima pergunta para aqueles que ainda não se convenceram. Quando você vê alguém caindo de bicicleta e se rala todo você também chega perto dessa pessoa oferecendo a sua ajuda ou simplesmente fica rindo da desgraça alheia?! Portanto meu amigo leitor, tenha certeza de que você é um sadista.

Agora depois de finalmente terminar o meu relato sobre masoquistas e sadistas eu ainda gostaria de falar dos auto-masoquistas... bem eu não tenho um bom termo para falar desses caras, é mais fácil explicar sobre eles do que tentar criar um termo... vejam bem, enquanto os masoquistas gostam de sofrer para dar prazer e os sadistas sentem prazer em ver alguém sofrendo os auto-masoquistas sentem dor na dor alheia... Eu acho que com essa explicação pé de chinelo ninguém entendeu nada, mas pensem comigo e vocês entenderão o que eu quero dizer. Eu depois de alguém tempo observando as pessoas percebi que tem gente que sofre com o sofrimento alheio, elas vêem alguém sofrendo e acabam sofrendo também...

É fácil identificar esse tipo de pessoa, basta colocá-los na frente da TV e trocar o canal para algum em que tenha um programa de solidariedade onde tenha alguém pobre que está pedindo ajuda. Depois de 10 segundos na frente desse programa a pessoa auto-masoquista começa a debulhar-se em choro dizendo o quanto é sofrido a vida do pobre homem e o quanto o Brasil é um pais injusto e etc...

Vejam, eu não estou dizendo que a vida do povo brasileiro é feita de mamão com açúcar, eu estou dizendo é que os auto-masoquistas são pessoas que vêem mais dor do que a que realmente existe... Uma amiga minha conhece uma dessas famílias que pediam por caridade e ela me relatou que tinha uma senhora lá que chorava mais do que uma criancinha em cinema de filme de terror, e na opinião dela toda a família estava perdida e iam sofrer uma vida de miséria e dor eterna... mas na verdade a situação não era assim tão ruim.

Que existem pessoas pobres no Brasil e no mundo eu sei que existem, que existem pessoas que sofrem no mundo eu também sei que existem e sei que elas não são poucas, mas o que eu quero falar é que tem pessoas no mundo que acham que essas pessoas nunca tem seus momentos felizes. Os auto-masoquistas sempre pensam que eles vivem em um mundo cheio de ódio, dor e sofrimento. Eles acham que o mundo não tem esperança e condenam a todos que não percebem isso e continuam suas vidas sem ver a dor alheia. Eles são meio fanáticos também, eles querem que você chore junto com eles nos programas de televisão caso o contrário você é uma pessoa de coração frio e que merece ir para o inferno.

Sinceramente eu acho esse tipo de pessoa uma das piores pessoas que existem! Vejam, eu gostaria de dizer novamente que o mundo não é perfeito, ele realmente é cheio de ódio, dor, sofrimento, guerras, fome, miséria, maldade, doenças, pestes e políticos, mas os auto-masoquistas esquecem que esse mundo também tem amor, amizade, felicidade, família, solidariedade, hippies que lutam pelo fim das guerras, médicos que lutam pelo fim das doenças, jornalistas que mostram a mentira dos políticos e para todo o resto ainda resta a maconha e os antidepressivos (usados apenas para uso medicinal...).

Os auto-masoquistas com a sua atitude acabam ainda por convencer outras pessoas sobre a sua filosofia e isso não levará a um final feliz. Esse tipo de pessoa esquece que para ser feliz temos que ir para a luz e quando isso acontece acabamos por criar sombras que nos perseguem a todo lugar onde vamos e por ter medo dessas sombras os auto-masoquistas acabam se escondendo na escuridão com a falsa idéia de que assim eles não terão uma sombra que os persigam e assim eles vivem sozinhos e sem ver as cores do dia. Não tenha medo da sua própria sombra, seja amigo dela e sempre fique debaixo do sol do meio dia, pois é nessa hora que a luz nos atinge com mais força e a nossa sombra fica no seu menor tamanho.

Para finalizar o tópico (o que já não era sem tempo) eu gostaria de dizer para que vocês, meus caros leitores não tivessem medo de mostrar as suas dores com medo de serem chamados de masoquistas, pois escondê-las só irá torná-las mais dolorosas. Para que vocês não se repreendam por descobrir que adoram a dor alheia, porque todo mundo tem um pouco de sadismo na alma e se me perguntarem a minha opinião eu ia gostar de saber que eu fiz muitas pessoas felizes com o meu acidente de carro, pois arrancar um sorriso de alguém é melhor do que vê-las chorando... exceto se você for um lutador de WMA profissional, nesse caso não há satisfação melhor do que ver o seu oponente chorando como uma menininha que acabou de ficar órfã... E por ultimo, eu gostaria que vocês passassem esse texto para todos aqueles que acham que o mundo está perdido porque ele somente não terá remédio se nós perdermos tempo chorando pela a dor que o mundo sofre ao invés de tentar curá-lo com um sorriso e um bom analgésico...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Atual relação Homem x Mulher

Olá a todos,

Primeiramente eu gostaria de me desculpar por andar um pouco sumido por aqui, é que eu tive que resolver alguns problemas...

Mas isso não importa agora. Esse tópico começou a ser criado já algumas semanas atrás, quando eu estava no chat conversando com uns amigos e acabei colocando lá umas palavrinhas com a minha opinião sobre como anda a relação entre os homens e as mulheres atualmente. Só que devido aos problemas que eu encontrei anteriormente eu acabei por não postar na integra os meus pensamentos (eu digo na integra porque se eu fosse escrever tudo o que me veio à cabeça naquele momento a tela do chat seria coberta por um texto que não daria para ser lido de jeito nenhum pelos participantes do chat...). Porém um amigo meu acabou postando no tópico algumas semanas atrás e eu percebi que ele ainda estava interessado em ler o que eu havia para escrever, então hoje mesmo (dia em que eu comecei a escrever esse tópico porque eu estou normalmente levando mais de um dia para finalizar os meus pensamentos...) uma amiga minha fez um comentário sobre esse assunto e eu acabei me lembrando do chat e desse meu amigo... Me deu uma saudade tão grande de voltar a escrever que eu acabei deixando um pouco os meus problemas de lado e reservei um tempinho para ficar aqui na frente do computador e escrever algumas linhas que sejam...

A minha amiga estava falando que na opinião dela os homens deveriam ser todos gays... ela estava me falando sobre um amigo dela que é gay e que ele está namorando outro cara. Ela dizia que esse amigo dela estava tão apaixonado que já estava pensando em morar junto do amor dele, ele disse que o namorado dele saia de manhã cedo para trabalhar e que depois de umas horas ele voltava (todos os dias) para ficar com ele pelo pouco tempo de folga que ele tinha e voltava pro trabalho... Sinceramente eu achei essa relação um tanto... um tanto... fofa... no bom sentido...

Bem, vamos começar o tópico propriamente dito. Vamos começar falando dos homens, antigamente os homens (em sua maioria) construíram sociedades bem organizadas e estas chegaram a ser grandes metrópoles sendo que algumas sociedades chegaram a dominar grande parte do velho mundo. É claro que sempre existiram cidades onde esse sucesso não deu certo e acabaram por se arruinar com o passar de pouco tempo. O que existe de comum em grande parte dessas sociedades é que em sua maioria (quase sem exceção) a mulher ocupava um lugar de menor importância na escala social, na verdade em muitas dessas sociedades as mulheres eram tratadas de maneiras mais degradantes do que os prisioneiros de guerra.

E o que isso tem em relação ao tópico de hoje? Bem... em boa parte dessas sociedades os homens acabavam por ficarem mais “amigos” de outros homens... o que eu quero dizer é que em sociedades onde as mulheres não davam opinião nenhuma e os homens eram todos deuses tiranos que escolhiam o que queriam e não dava a mínima para o que os outros falavam, muitos deles acabam por admitir que era mais fácil ficar ao lado de outro homem do que de uma mulher que era obrigada a fazer o que ele queria... e sem reclamar.

Eu não estou estimulando os homens da sociedade atual (ao qual eu acho ser a que mais deu direitos as mulheres [graças às lutas que as mesmas fizeram ao logo de séculos]) a criarem uma sociedade machista e tirana que coloca as suas mulheres em uma pirâmide social onde elas são tratadas como escravas somente para que esses mesmos homens machistas possas se sentirem à vontade para optar por conviver com outro homem... até porque além de ser muito errado menosprezar um ser humano (no caso as mulheres) esse seria um motivo idiota para se criar uma nova sociedade...

Eu estou dizendo é que em algum ponto da escala evolutiva os homens e mulheres acabaram por se desentenderem e isso acabou chegando em um clima tão critico que se nada não for feito imediatamente a espécie humana não mais se reproduzirá por diversão...

Mas o que torna essa convivência tão difícil? Talvez homens e mulheres não devessem ficar juntos... Talvez os homens sejam realmente criaturas grosseiras que não entendem as mulheres... Talvez as mulheres que estejam erradas em querer modificar os homens para que eles sejam pessoas perfeitas aos seus olhos... Ou talvez nunca descubramos o que realmente está acontecendo...

Sabem, eu fiquei pensando um bom tempo para chegar a uma conclusão satisfatória. De acordo com ambos os lados dessa guerra (homens x mulheres) uma relação entre ambos os sexos é difícil porque nenhum dos lados entende o outro, ou seja, nem os homens compreendem a cabeça das mulheres como também as mulheres não entendem a cabeça dos homens. Mas isso é uma desculpa das mais esfarrapadas que eu já vi em toda a minha vida, para inicio de conversa eu gostaria de perguntar para qualquer pessoa que esteja lendo esse texto e que viva dizendo que “não entendo a cabeça dos/as homens/mulheres!” se você alguma vez já teve uma conversa com alguém do sexo oposto? E quando eu digo “conversa” eu estou me referindo a uma troca de informações onde todos os envolvidos dão e recebem dados de uma maneira cujo objetivo da conversa não seja movido por algum desses interesses: sexo, dinheiro, jóias, imóveis e veículos automotivos.

Eu gostaria que você, que não entende a cabeça do sexo oposto, tivesse uma conversa amigável com alguém do sexo oposto e que essa conversa não tivesse nenhum tipo de maldade como querer fazer sexo e/ou adquirir riquezas dessa pessoa. Fale sobre qualquer coisa, acontecimentos do cotidiano, opinião política, coisas interessantes a se fazer no final de semana, pratos favoritos, lugares que gostaria de ir e outros assuntos do gênero, pode-se até falar sobre o tempo... e do jeito que o mesmo anda maluco com todos esses tornados, tempestades, enchentes, terremotos falar sobre o tempo acabou por se tornar um assunto muito interessante para se iniciar uma boa conversa. Com o passar do tempo a primeira coisa que você irá perceber é que o rumo da conversa sempre diverge de acordo com o assunto. Se você fala sobre carros eles falam de desempenho e elas falam de design, se você fala sobre o final de semana eles falam de futebol, churrasco e televisão e elas falam de shopping, sair com as amigas e mesmo o tempo é um assunto que geraria divergências porque enquanto eles falariam o quão mais destrutivo um tornado é em relação a um tsunami elas iriam comentar sobre as pessoas que elas viram sofrendo por causa de uma desgraça dessas. É claro que homens podem também falar sobre design, shopping e pessoas sofrendo como as mulheres também podem fazer o mesmo, mas o que deve ser notado aqui é que homens e mulheres pensam de maneiras diferentes.

Tenho certeza que todos (ou pelo menos a maioria) já sabia que as mulheres/homens pensam diferente dos homens/mulheres... Na verdade isso é uma das coisas em que ambos concordam. Mas aí é que vem a minha dúvida, se a maioria já sabia que o sexo oposto pensa de uma maneira diferente então porque todos tentam averiguar uma situação pela lógica errada? Deixem-me eu me explicar, se um homem se reúne com outros homens, todos entre 10 e 90 anos, para assistir a um jogo de futebol, bebendo, torcendo, falando palavras de baixo calão direcionadas para todos que estejam no jogo (jogadores pernas de pau, goleiros mãos furadas, juízes ladrões, torcedores que geram violência, policiais que vem apaziguar a violência gerada pelos torcedores... sobra até mesmo pro vendedor de pipoca [sabe como é... você está lá com aquela vontade doída de comer pipoca e nunca tem um vendedor de pipoca por perto, batata frita então nem se fala...]) e não existe mulher no mundo (pelo menos a maioria das que eu conheça) que já não tenha se perguntado “o que é que os homens conseguem ver de divertido nessa zona toda?”. Mas como eu disse anteriormente homens e mulheres pensam de maneiras diferentes e é exatamente por isso que a maioria das mulheres não consegue ver a diversão que está atrás de um jogo de futebol... embora eu vá precisar usar outro exemplo porque eu, diferente da maioria dos homens, não gosto de futebol. Eu gosto de jogar futebol com os amigos no fim de semana, mas ver pela TV não tem a mesma graça.

Vamos pegar as lutas de boxe então, eu não tenho certeza se as mulheres gostam ou não (já que não é costumeiro encontrar lutas de boxe em canais da TV aberta e também porque não são tão cultuadas como em outros países como os Estados Unidos). Mas vamos criar a situação de que seja parecido como no caso do futebol, onde homens amam e as mulheres não gostam (mais pela algazarra feita pelos homens do que pelo esporte em si). Como na situação anterior as mulheres, em sua maioria, não entenderiam o que um bando de homens de varias faixas etárias, credos e religiões vêem de tão divertido em dois homens se espancando... bem, eu não sou um fã de boxe e nem assisti muitas lutas, mas tenho certeza de que a graça é justamente ver dois homens se espancando. Na verdade existe a grande possibilidade de que a graça esteja em ver um cara apanhando, já que é mais divertido ver alguém levando a pior. Tanto essa afirmação é verdade que não existe uma boa piada sem alguém sofrendo algum tipo de dor, vejam comigo: as melhores “Cacetadas do Faustão” não são as que têm um bebê fazendo meiguices ou um cão que come uma salsicha que colocaram em cima do focinho dele, são aquelas em que três imbecis caem ao mesmo tempo de pernas abertas em cima de um tronco daquelas sequóias milenares... Toda piada de português tem sua graça devido à comicidade de rir da burrice alheia, as piadas de político normalmente envolvem homens corruptos indo pro inferno, as piadas de corno então nem se fala. Enfim, para a maior parte do sexo masculino ver alguém sofrendo é divertido, então se torna compreensível ver uma luta onde alguém apanha, na verdade como o boxe é um esporte onde é preciso ter um peso parecido para se combater, os dois lutadores acabam por ter chances parecidas tornando-se um esporte onde DOIS apanham o que acaba por gerar o dobro do divertimento inicial.

Mas aí é que é o engraçado, eu acredito que se as mulheres assistissem um pouco daquilo que os homens gostam (futebol, boxe, basquete) elas iriam gostar também. Toda mulher também ri quando a sua melhor amiga escorrega de cima daquele salto alto que ela acabou de comprar, toda mulher também acha engraçado quando alguém paga um bom mico no meio de uma multidão, então não seria tão incomum assim ver uma mulher que goste de boxe ou de filmes de kung-fu. E quanto ao futebol tenho certeza que todo o preconceito por parte do sexo feminino está embasado na algazarra que a maioria dos homens fazem quanto estão assistindo a esses jogos, tanto é verdade que a cada dia que passa se torna mais comum ver mulheres assistindo aos jogos da arquibancada. Ou seja, eu não acredito que ninguém pagaria para ver algo que não gosta, por isso eu posso afirmar que vários passatempos ditos como predominantes dos homens podem ser muito apreciados pela a maioria das mulheres, é claro que sempre haverão exceções em ambos os sexos.

Do mesmo jeito a maioria dos homens não entende o que uma mulher ver de tão divertido em gastar horas em um shopping batendo perna para ver todas as roupas de todas as lojas e ainda por cima depois de catalogá-las voltar de novo na metade das lojas para olhar novamente as peças mais bonitas para no fim do dia não comprar absolutamente nada e ainda achar que foi um dia produtivo. E elas ainda olham as bijuterias, sapatos, brincos, anéis, colares, acessórios e outros. Bem, eu, diferente da maioria dos homens, gosto de bater perna no shopping olhando as roupas masculinas, a diferença é que eu só faço isso quando realmente preciso de uma roupa e já vou com a intenção de comprá-las sabendo exatamente o que eu quero e o que mais combina com a minha aparência e depois de combinar todos esses fatores juntamente com o preço e qualidade do material eu saio do shopping gastando o menor tempo e dinheiro o possível. Na verdade vai ser um pouco difícil explicar o sentimento que corre nas mulheres sobre esse tipo de coisa, mas irei tentar explicar. Pense em um shopping cheio de várias lojas, só que ao invés de roupas, jóias e acessórios esse shopping em especial fosse cheio de armas, acessórios de carros e eletrônicos. Imagine você podendo entrar em lojas que vendesses rifles, espingardas, metralhadoras, fuzis, facas de caça, espadas japonesas, estrelas ninjas (shurikens), sons automotivos que variam em cores, tamanhos, potências e a maioria deles tem aquelas telas em LCD que piscam luzes hipnóticas na medida em que o som é aumentado seguindo o ritmo da batida da música, pneus e calotas de todos os tipos e marcas nacionais e internacionais, carros importados de marcas como Ferrari, Porshe, Audi e outras e todos esses carros fossem mostrados ao lado de belas modelos. Imagine um lugar assim e me diga se não valeria apena andar em cada loja para averiguar cada artigo e suas particularidades, durabilidade e preço. Mesmo que no fim do dia você não comprasse nada, eu tenho certeza que você consideraria esse dia como um dia produtivo que além de divertido foi muito estimulante. Bem, esse é o sentimento que uma mulher tem quando ela entra em diversas lojas.

Como vocês podem ver, homens e mulheres podem facilmente entender o que o outro está pensando e ainda por cima gostar de fazer coisas que o sexo oposto goste. Então nada mais sensato do que deixar de culpar a mentalidade diferente do sexo oposto como alvo de criticas. É muito comum para qualquer pessoa achar que está certa em determinado assunto e apenas ignorar a opinião alheia e bloquear a sua mente para a explicação dos outros envolvidos só porque são do sexo oposto. Isso normalmente acontece quando um casal briga, um não quer ouvir a explicação do outro por achar que ela não é digna de credito e/ou mesmo que a idéia da explicação seja boa a pessoa acaba por pensar que “não vai nem adiantar ouvir porque eu não consigo entender os/as homens/mulheres!”. O que acontece é que a pessoa não quer descobrir que está errada ou mesmo afirmar que errou (muitas das vezes alguém que sabe que está errada age com agressividade para que assim, através de violência [verbal ou às vezes física] possa terminar uma discussão tendo a falsa idéia de que se o seu rival não conseguir suportar a sua agressividade e desistir essa pessoa, a pessoa agressiva, estará certa). Muitos já devem ter visto uma criança querer um doce e acabar por chorar, se debater, fazer chantagens emocionais somente para ter esse doce e no fim os pais dessa criança acabam por dar o doce para ela para evitar o constrangimento, no fundo os pais da criança sabem que não é saudável dar doces em demasia para a criança, mas acabam cedendo. Porém a criança acaba crescendo com a mentalidade de que ela pode vencer qualquer discussão apenas por ser agressiva e escandalosa, o problema é que algumas dessas crianças acabam por crescer pensando que elas estão certas desde o inicio e que todos esses métodos (gritos, choro, agressão, escândalos) são apenas meios justos que ela deve utilizar para lutar por seu direito de estar certa. No fim em ambos os casos as crianças viram adultos com a mentalidade de crianças.

Sabendo disso, devemos procurar abrir as nossas mentes para um bom dialogo onde cada uma das partes dê de forma civilizada a sua opinião e que assim ambos possam chegar a um fim em uma contradição, onde o importante não é saber quem está certo ou errado e sim localizar o problema e descobrir meios para acabar com eles.

Bem, no inicio do tópico eu pensava em escrever sobre algo diferente e acabei fugindo do tema principal. Faz um bom tempo que eu deixei de escrever e ainda por cima estou trabalhando nesse texto faz umas duas semanas. Não é saudável para a minha cabeça puxar tanto pela memória para poder lembrar onde eu parei na escrita, por isso o texto pode parecer confuso e eu tenho que pedir desculpas se ele não saiu tão bom quanto eu queria, mas eu prometo que vou melhorar.

sábado, 5 de setembro de 2009

Sonho

Olá a todos,

Certa vez Martin Luther King disse "eu tenho um sonho...", pois eu sempre fiquei indagando se ele realmente sonhou ou se o "sonho" dele era algo em que ele mentalizava. Vocês podem ficar imaginando que essa é uma indagação besta, mas sigam a minha linha de pensamento. Um sonho é algo que ocorre quando você está dormindo (em alguns casos ele aparece quando alguém está acordado...), normalmente ele retrata situções confusas onde coisas estranhas acontecem, as vezes essas situações são reflexos de desejos profundos e outras vezes esses sonhos nos colocam em provações que temos de superar. Mas em todos os casos os sonhos são algo baseado no ficticio, no inimaginavel e no absurdo. Para mim um sonho séria algo que está completamente fora da realidade e/ou senso comum. Então quando Martin Luther King falou sobre o seu sonho ele deveria achar que os seus objetivos eram parte de algo inimaginavel, algo não palpavel que beira o absurdo. Eu normalmente não fico falando por aí que eu possuo sonhos porque eles fazem parte de algo que não existe, eu digo que eu tenho objetivos pelos quais eu luto.

É interessante como eu consigo naturalmente mudar de assunto de uma maneira inconsciente, porque eu não queria falar sobre objetivos, direitos humanos, lutas e outras coisas... tudo o que eu queria falar era sobre um sonho...

Pode parecer confuso eu ter dito que não tenho sonhos e sim objetivos e logo em seguida dizer que eu queria falar sobre um sonho... o caso é: eu tenho sonhos, mas somente quando estou dormindo. Se eu sonhar com algo que eu quero que se torne realidade e esse "algo" pode ser conseguido com luta, então eu tirei desse sonho um "objetivo". Por isso eu posso perfeitamente ter sonhos e objetivos.

Voltando pro sonho, na verdade vamos sair do sonho um pouco. Antes eu queria falar um pouco sobre o porquê de eu querer falar de um sonho ao invés de falar de algo mais divertido como uma dor agonizante qualquer. O fato é que mesmo os meus sonhos são esquizitos... bem, a maioria dos sonhos são esquisitos, mas os meus são anormalmente esquisitos. Para se ter uma ideia basta juntar a minha imaginão com o inexplicavel e você terá ideia do quanto um sonho pode ser mais anormal que os outros.

Agora sim, voltando pro sonho. Nesse sonho eu estava em casa me preparando para fazer alguma coisa a qual eu não sabia ao certo o que era, na verdade eu não estava me preparando eu estava apenas me arrumando. Eu tinha um sentimento que me dizia que eu devia me "preparar", mas esse sentimento era tão fraco que eu nem ligava para ele, isso porque ele me parecia irracional... por isso eu estava apenas me arrumando. Acho que eu estou sendo um pouco confuso, deixem-me explicar melhor a diferença entre se preparar e se arrumar. Se arrumar é o que você faz quando quer ir para algum lugar que você vai com freqüência como a escola ou o trabalho por exemplo. Quando você se arruma você não faz nada de especial, você toma banho, passa um desodorante e um perfume, usa roupas comuns adequadas para o lugar para onde você vai e coloca os seus utensílios úteis nos bolsos e vai embora. Agora quando você vai para um lugar especial o qual necessita de algo a mais na sua arrumação comum então você precisa se "preparar". Normalmente isso acontece quando você vai para uma festa, evento importante ou até mesmo para o vestibular. Nessas ocasiões você precisa tomar um banho mais demorado e usar produtos a mais do que os que você já usa (no caso dos homens pode-se fazer a barba...). Você escolhe uma roupa especial, usa um perfume mais caro, capricha no penteado e checa tudo duas vezes antes de sair. Pega a carteira, chaves, materiais de estudo para o caso do vestibular e materiais de proteção pessoal para o caso de uma festa (estou falando de camisinhas...). Alguns inclusive param e fazem uma prece pedindo a Deus que lhe dêem calma e compreensão para fazer uma boa prova, enquanto outros pedem que encontrem alguém com muita beleza e pouco juízo na festa...

No meu caso não se tratava de uma festa ou um vestibular... era algo como um tipo de compromisso. Eu sentia uma ânsia de ir para algum lugar... uma ânsia de chegar lá o mais rápido o possível.

Eu saí de casa com calma, na verdade eu não estava em casa, eu estava saindo de um prédio e conscientemente eu pensava que ali ficava a minha casa, talvez em algum apartamento (coisa de sonhos...). E não era somente a minha casa... a cidade toda estava mudada, ela estava cheias de prédios altos que cobriam a luz do sol e o ar tinha um cheiro diferente... um cheiro de chuva apesar de o dia está ensolarado.

Como eu não estava com pressa alguma eu comecei a caminhar pela cidade e de hora em hora eu reconhecia algumas partes da fisionomia da cidade. Uma esquina que fica na minha cidade, um prédio de Nova York, um teatro de Chicago, uma avenida que me lembrava São Paulo e apesar de saber que eram todas de lugares diferentes eu não questionava nada, parecia tudo muito normal, até porque isso é algo que eu nunca entendi, como podemos não perceber que estamos em um sonho se tudo a nossa volta não condiz com a realidade?!

Decerto eu já várias vezes consegui distinguir um sonho da realidade, mas nesse sonho em particular eu não estava sequer tentando. Eu não me recordo ao certo, mas acho que devia estar com muito sono e cheio de cansaço porque eu não me sentia disposto a ir para o compromisso e nem queria pensar no assunto de estar vivendo um sonho ou uma realidade. Caso queiram saber eu sempre procuro distinguir um do outro (sonho e realidade) porque caso eu consiga descobrir que estou sonhando eu posso alterar o sonho a minha vontade e poder fazer dele uma experiência mais agradável (pode ter certeza que no andar da carruagem eu teria mudado o cenário todo e ido para um SPA em uma ilha ficar deitado em uma rede na sombra de duas palmeiras tomando uns drinks e apreciando o mar...).

Mas eu me perguntei (assim como alguns de vocês, meus caros leitores, devem já ter se perguntado) o porquê de eu ter que cumprir esse compromisso, ou melhor ainda, que compromisso era esse. Agora que eu estou pensando melhor eu acho que deveria ter me questionado sobre isso antes e talvez eu continuasse andando até o lugar onde eu deveria estar se a cidades não estivesse diferente...

Eu não sabia dizer exatamente o que era... os prédios pareciam normais, as ruas estavam calmas, as árvores balançavam quando o vento passava por elas... mas algo estava fora do lugar... até que eu percebi que não havia ninguém na rua, ou calçada, ou casas ou em lugar algum. A cidade estava deserta. Eu achei aquilo tudo muito estranho, mas quem era eu para discutir a realidade?! Se a cidade estava deserta eu não poderia fazer nada para mudar isso e para ser sincero... por que eu iria querer mudar algo que não era da minha conta e ainda por cima não me incomodava em nada?! Na verdade eu até que estava gostando daquela calmaria...

Eu sentia que já tinha ultrapassado mais da metade do meu caminho quando vi a primeira pessoa... na verdade não deu de ver direito porque ela foi muito rápida... sabe aquelas situações quando você está dirigindo um carro e passa na sua frente um gato ou um rato muito rapidamente e você fica se perguntando de onde eles tinham saído?! Eu tive essa mesma sensação... alguns metros mais tardes eu começava a sentir que havia algo errado e que toda aquela calmaria havia ficado para trás... e isso me incomodava... E MUITO!!

Eu já estava andando há um bom tempo e as pessoas começavam a aparecer com mais freqüência, mas todas as vezes elas atravessavam o meu caminho correndo e desapareciam em instantes... e as vezes eu podia jurar que elas faziam o mesmo pelas minhas costas como naqueles filmes de terror onde a criatura atravessa uma clareira enquanto os personagens estão de costas logo no inicio do filme... eu sempre me perguntei por que diabos essas criaturas não paravam uns 10 segundos para matar esse cara que está de costa ao invés de ter de esperar o filme todo para fazer isso e morrer no fim...

Eu já estava ficando próximo do meu objetivo, e estava feliz por estar quase lá porque isso significava que eu logo estaria em casa de novo. O problema ocorreu mesmo foi quando eu dobrei a esquina... eu simplesmente pude ver o que Dante quis mostrar quando tentou descrever o inferno... as ruas começaram a ficar caóticas... uma nuvem de fumaça cobria tudo e eu podia ver incêndios em toda parte. Pessoas corriam por todos os lados e a maioria delas parecia que tinham acabado de deixar o trabalho para se juntar naquele pandemônio...

Eu não entendi nada... o que havia criado tanta confusão?! E o que me assustava mais era que eu sabia a resposta dessa pergunta...

O que havia criado aquilo tudo estava ligado ao meu compromisso... eu não sabia como eu sabia, mas sabia que sabia que o sábio soube que o sabiá sabia assoviar... (não pude resistir a não fazer uma piadinha... desculpem-me...). Nesse momento eu percebi que era primordial que eu puxasse na memória o porque de eu ter que ir para esse compromisso...

Eu comecei a me lembrar que eu estava sentado assistindo a algum filme qualquer na televisão quando um comercial entrou no ar... esse comercial falava sobre alguma coisa relacionada a uma promoção maluca... eu tentei mudar de canal, mas esse comercial continuava passando em todos os canais e até mesmo no radio... o engraçado era que cada ponto do radio passava o comercial, mesmo onde não havia estação de radio (ex: existe a estação de radio 93.3 e a 94.5 e não existe mais nada entre elas, mas no meu sonho as freqüências 93.4; 93.5; 93.6... passavam o tal do comercial...). Eu me cansei disso e resolvi jogar um pouco no PC, mas eu não conseguia porque eu sequer toquei na CPU e o monitor já estava passando o comercial... Como aquilo já estava me cansando eu resolvi ver logo o que é que essa promoção falava.

Eu me surpreendi com o que eu ouvi... essa promoção dizia que quem quer que chegasse primeiro no prédio que ficava no centro da cidade (e este era o mais alto de toda ela...) iria ganhar um super prêmio... o problema era que apesar de eu não ter a mínima idéia de que prêmio era esse eu senti no mais profundo do meu âmago que eu deveria ir para aquele prédio... era quase como um tipo de forte hipnose misturado com macumba da braba...

Agora eu começava a entender melhor... todos queriam o prêmio!! Só faltavam mais alguns quarteirões para chegar no prédio quando as coisas começaram a ficar piores... Antes eram somente incêndios, poeira, escombro de prédios... mas agora as coisas estavam ficando sérias demais!! Eu podia ver uma cena pós-apocalíptica onde carros, motos e caminhões jaziam destruídos pelas ruas, resultados de inúmeros acidentes de carros onde estes haviam ceifado a vida de muitos motoristas e pedestres... eu sabia o que havia acontecido, eu conseguia ver as cenas como se meus olhos fossem donos do passado e me mostrassem o que ocorreu. Eu vi pessoas motorizadas acelerando fundo com a intenção de chegar primeiro no prédio e por conseqüência acabaram por matar todos os motoristas que tentaram chegar por esse meio de transporte assim como todos os pedestres que cruzaram o seu caminho, no fim as estradas e calçadas estavam instransponíveis pelos carros e motos sendo possível apenas atravessar essas ruas a pé.

Eu realmente estava triste pelas pobres almas dos acidentados, mas eu ainda ia continuar a minha caminhada... como eu disse parecia algum tipo de hipnotismo com macumba...

Na medida em que eu andava eu encontrava mais e mais “acidentados” e outros casos de mortes. Na verdade quando eu cheguei na praça que dava de frente para o prédio eu presenciei um dos maiores campos de guerra que eu já havia visto... na verdade não era mais um campo de guerra porque todos que estavam por lá já haviam parado de guerrear faz um bom tempo... não pensem nem por um momento que eles pararam de guerrear porque alguém havia conseguido o prêmio... eles pararam de guerrear porque os mortos não se mexem e conseqüentemente não batalham entre si...

Todos que estavam ali já haviam morrido... todos tentaram da melhor maneira o possível atrasar quem estava ao seu lado... e a maioria deles conseguiu!! Quando vi aquelas cenas comecei a entender o porque de haverem mortos vitimas de atropelamento nas ruas anteriores e não havia nenhum carro por perto... eu sabia agora que aqueles que vieram de carro também tentaram atrasar os que vinham andando... fadadamente quando perceberam que haviam carros mais rápidos que os deles ele quiseram repetir a dose e isso desencadeou uma chacina nas ruas...

Na medida em que eu andava, eu ficava cada vez mais impressionado com o que a humanidade havia feito para alcançar os seus objetivos... enfim eu me deparei na recepção do prédio... mas não havia ninguém lá... na verdade haviam muitas pessoas, mas nenhuma delas estava apta a receber o prêmio, a não ser que este seja um belo caixão folheado a ouro porque estavam todos mortos...

Apesar de depois disso tudo eu dever ter voltado para casa e ter chamado a policia ou algo assim eu estava realmente curioso sobre o que seria esse grande prêmio... então eu comecei a pensar em como eu poderia achá-lo para dar uma olhada, mas ai é que eu percebi que não havia funcionários do prédio no saguão... eu sabia disso porque o único que tinha um crachá estava jogado de qualquer jeito no início das escadas...

Logo eu percebi que dificilmente uma pessoa chegaria primeiro, era mais provável que UMA MULTIDÃO delas tivesse chegado ao mesmo tempo e que houvesse uma discussão para saber quem seria o merecedor do prêmio... os funcionários deveriam ter se sentidos acuados e fugiram para o único local onde não havia pessoas ensandecidas... O TERRAÇO!!

Foi uma subida pesarosa... não por causa de toda aquela gente morta com suas partes internas expostas como um show de horror, mas sim porque aquele prédio tinha CENTENAS DE ANDARES!! Imagina subir aquilo tudo de escada?! E imagina agora a sua raiva quando lhe passa pela sua cabeça uma idéia louca de “subir pelo elevador”!!

Ao chegar lá em cima eu encontrei todos os funcionários restantes já mortos... mas minhas esperanças haviam melhorado porque eu encontrei alguém vivo... ele tinha em suas mãos uma caixinha pequena toda enfeitada... era o prêmio.

Ele olhava para essa caixa com extremo pesar e tristeza, ele já estava coberto de chagas e em cada parte do corpo dele eu podia ver o resultado de sua luta para ser o ganhador do prêmio. Mas ele não parecia nada feliz... cheguei a me perguntar o por que de ele está assim apesar de já conhecer a resposta.
Mas eu não compreendia... como alguém que matou tantos estaria arrependida logo agora em que a batalha acabou?! Já não está meio tarde para isso?! Eu comecei a pensar no caso dele e percebi que a loucura deve ter subido a cabeça dele assim como deve ter subido a cabeça de muitos porque não é normal que pessoas se digladiem desse jeito por causa de um prêmio...

Eu já estava levantando um dos pés para andar na direção dele e lhe dar umas palavras de conforto por sentir pena dele e achar que a situação poderia melhorar quando ele calmamente se levantou e olhou para baixo... nesse momento ele não demonstrou reação nenhuma e deixou o seu corpo ser levado por uma leve brisa para a frente e caiu levemente para frente rumo ao chão centenas de andares abaixo... dessa altura eu sequer poderia ouvir o baque surdo do corpo se estatelando no chão lá embaixo... me senti na obrigação de falar algumas palavras:

-FILHO DA P$¨%!! AJUDOU A MATAR TODO MUNDO E AGORA NÃO VAI NEM ENTERRAR UM DELES?! PELO MENOS REZOU UM POUQUINHO PELAS ALMAS DELES?!

E o pior é que ele se jogou lá embaixo segurando o presente... na verdade esse não foi a pior coisa... a pior coisa foi saber que eu não poderia descer de elevador porque ele estava quebrado... pudera, com toda essa guerra não é de admirar que alguém tenha cortado os cabos do elevador...

Chegando lá embaixo eu já estava exausto e realmente queria ir para casa... eu realmente queria aquela rede com uns drinks... mas eu não pude deixar de dar uma olhada naquela caixinha...

Era até uma caixinha singular... não media mais do que uma caixa de chocolates e era embrulhada em papel presente com um laço de seda em cima... laço esse que não foi aberto... o cara pulou lá de cima e sequer quis saber o que tinha dentro...

Eu cuidadosamente abri a caixa e vi que havia três coisas... uma carta, um cheque e uma chave de carro. A carta parabenizava o leitor por ser o ganhador da promoção que havia sido feita em escala mundial e que o grande prêmio era o carro esportivo mais caro do mundo e no chegue o ganhador era gratificado com a quantia de 100 milhões de euros (o dólar já decaiu muito...).

Eu li novamente a carta somente para lê-la várias e várias outras vezes... não achei outra tradução para “escala mundial” sem ser algo como “todos estão mortos menos você”...

Eu suspirei e fiquei olhando para aquele mundo sem vida... fiquei imaginando se os animais teriam entrado nessa loucura também... com sorte eu iria ser um agricultor para cultivar o meus sustento e teria alguns gatos e cachorros como companhia... achei que eles seriam melhores do que uma bola de vôlei com uma careta feita com sangue...

Como se é de esperar eu procurei olhar para trás no tempo e ver o que eu aprendi com tudo aquilo... no fim eu pensei e pensei e acabei concordando que no coração do ser humano reside os mais poderosos venenos. Venenos esses que podem levá-lo a loucura de matar os da mesma espécie em troca de ganhos pessoas, por mais mínimas que sejam as chances de obtenção desse lucro. Para o ser humano não importa se outra pessoa mereça o lucro... o que importa é se você pode conseguir esse lucro sem ser penalizado por isso... Mas no fim o ser humano acabou por não ser tão burro... no fim ele compreendeu de que mais cedo ou mais tarde os nossos atos voltam para nós e acabamos por perceber que erramos e que os nossos erros podem levar a criação de tragédias e mais tragédias. Mas ainda assim, mesmo depois de ter visto os seus erros, o ser humano ainda é covarde e sempre procura a saída mais fácil para os seus problemas, mesmo que isso signifique a sua própria morte...

Somente alguém sábio (ou com um neurônio que funcione...) compreende que não é o lucro que vale a pena... é como você o obtém, se você é merecedor dele. Somente assim esse lucro irá valer a pena. Somente sendo honesto consigo e com os outros você ficará satisfeito ao obter o prêmio. E mesmo assim, não irá adiantar ter ganho o melhor prêmio do mundo se você não tiver com quem compartilhá-lo...

Eu já estava me levantando para ir embora quando eu me acordei... eu olhei ao redor e reconheci o meu quarto e percebi que era tudo um sonho. Apesar de saber disso eu não fiquei feliz porque no fundo eu fiquei com aquele pensamento “mesmo sendo um sonho... isso muda o que está no coração das pessoas?! Somente uma mega promoção irá dizer...”